
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
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A estória
continua!
Tem grandes lances
mágicos,
tem
extremas e dolorosas perdas,
tem
também, como não poderia deixar de ser,
unicórnios pastando em campos
onde
o horizonte,
serve
pra fazer lonjura,
e na
varanda que dá vista para o mar,
há
sempre uma rede balançando,
a
espera de duas pessoas ,
uma
procura,
dois
encontros,
e que
nela queiram se deitar
e
entre abraços,caricias e beijos,
ouvir
e contar histórias
de
príncipes e princesas,
de
aquarelas e ninúfares
de
vitórias-régias e vaga-lumes
de
anjos e algozes,
enquanto acompanham ao longe,
o vôo
suave
eterno e livre
dos
albatrozes...
Este viaje de hoy, se me está complicando un poquito...
ResponderExcluirhay muchas palabras que desconozco...
Generalmente lo que no entiendo, procuro abordarlo desde el sentido de sus frases, pero a veces tampoco lo consigo con éxito rotundo...rsS!
Lo que si te confieso, con una mano en el corazón, es que a nivel intuitivo, este poema no me transmite buenas vibraciones...
disculpá mi sinceridad...rsS!
Tony, yo tengo brazos y tengo assas...rsS!
Están a entera disposición! É só chamar...rsS!
Ahh! La canción es melodiosa, pero tristona...se siente de brazos caídos, tadinha! rsS!
Aleteando por aquí y por allí...encontré otro par de brazos...por lo menos estos, tienen una actitud más positiva... están evaluando la posibilidad de ser convertirlos en asas...rsS!
ResponderExcluirToda metamorfosis comienza con un primer paso...un primer aleteo...una primera brazada...rsS!
Vamos lá!
EM VEZ DOS BRAÇOS QUE TENHO
Se eu tivesse duas asas
Em vez dos braços que tenho
Há muito tinha partido
A voar pelos céus, além
A procurar sem destino
Não sei o quê
Nem a quem
Mas não teria hesitado
De fugir num desatino
Sem me importar com ninguém.
Se eu tivesse duas asas
Em vez dos braços que tenho
Rompia trilhos e actos
Era livre num momento
E nem sequer tinha pena
De deixar o que não faço
E é feito por desagravo
Na voz do meu pensamento.
Se eu tivesse duas asas
Em vez dos braços que tenho
Quebrava todos os laços
Da palavra feita e oca
E rebentava em farrapos
O manto com que me cinjo
No tempo em que me desfaço
À espera de coisa pouca.
Soledade Martinho Costa
Do livro “Reduto”