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O dia inteiro
E sobre a insônia, o dia inteiro Insônia. Eu deveria trabalhar. Eu deveria escrever, eu deveria fazer uma mágica, um feitiço, macumba – “simpatia do amor, pague só depois do resultado” – para ver se você volta. Mas nem sobre a rejeição eu sei escrever e minhas tentativas desajeitadas são patéticas porque se esbarram na mediocridade que, agora em rasgo de sinceridade insone, eu ouso admitir. Admito agora, enquanto o silêncio é perturbado por rugido de carro ao longe, alguém que foge de si mesmo em sua própria angústia noturna. Minha é esta insônia de excessos, é assim como naquele dia em que eu resolvi pintar um quadro com tinta a óleo e exagerei tanto, misturei tanto, errei tanto – no meu afã de querer tudo, de pintar como quem engole o mundo, de querer impressionar você a qualquer custo, de querer disfarçar meus dedos medíocres, estes que nem escrevem nem desenham bem, só se contorcem – errei tanto que ficou aquele borrão pardo, indefinido, indecifrável. Um auto-retrato involuntário. E é assim minha insônia. nem durmo nem faço nada. Eu penso em você. Eu penso em você o tempo todo, noite-e-dia, dia-e-noite, este velho hábito que custa a morrer; este mau hábito que eu não deixo morrer para não ficar sozinha demais. Para que meu silêncio seja povoado pela falta, pelo eterno ansiar; para preencher de angústia as lacunas estéreis da minha vida tão "inha" e solitariamente medíocre. Ontem, fui à manicure e escolhi pintar de vermelho as unhas dos pés. Só porque você não gosta – ou só porque você não gostava e agora gosta – então, pintei de vermelho vivo, que é um grito de rebeldia, assim como se eu mentindo gritasse ao mundo que eu não me importo mais com você. O vermelho das unhas me traem. Mas era realmente um grito furioso e púrpura que é para ver se me convenço. Deitada, na minha insônia, liguei o televisor e vi meus pés me encarando como olhos rubros na escuridão azulada da programação de madrugada. Coloquei meia: vendei os olhos da escuridão. Ah se eu pudesse também vendar os meus!, Estes que me assombram dia-e-noite-noite-e-dia… Sei que não faço sentido: pouco se me dá. Vou endereçar ao seu email este lamento sobre o nada, mesmo sabendo que você não vai entender que ele é todo perturbação e saudade. E abandono. Beijo C.R. e segue Lupiscínio..."E eu não tinha motivo nenhum para me recusar Mas aos beijos caí em seus braços e pedi pra ficar Sabe o que se passou ele nos encontrou e agora ela sofre somente porque foi fazer o que eu quis E o remorso está me torturando por ter feito a loucura que fiz por um simples prazer fui fazer meu amor infeliz... " e então é isso moça bonita é sempre muito fácil a gente acordar do sonho duro é viver no pesadelo da insônia da agonia do arrependimento do SE... e eu bem que avisei a ela o tempo passou na janela só Carolina não viu... neste Já?Neiro 2°1° aNTONIocARLosPensamento do dia : "Quase sempre a gente evita o perigo errado" Música : Destiny's Child - Stand Up For Love
Eu não conheço C.R, mas hj emprestaria o texto dela...aí que dorrr!!!
ResponderExcluirEra pra gritar FELINAAAAAAAAAAAAAAAAAAA...e tu me gritas RONALDOOOOOOOOOOOOOOOOOO???...kkkkkkkkkkkkk.
ResponderExcluirValeu meu Marrentinho.
Te Amo.
Beijos Corinthiano.