quarta-feira, 15 de junho de 2011

SEU JEITO DE AMAR




Saudade


Saudade
De sua risada
Da cara marota
Da voz desafinada.
Saudade
Da lágrima no rosto
Quando sorri de emoção
Ou sente desgosto.
Saudade
De nossos pontos de encontro,
Dos barzinhos do Leblon
E do cinema Miramar.
Saudade
De estar sempre contigo
De saber que é meu amigo
De sair pra namorar.
Saudade
Da inocência perdida
Da energia contida
Querendo borbulhar.
Saudade
De estar presente
No corpo e na mente
E de lhe beijar.
Saudade
De um tempo passado
Do tempo presente
Do futuro que vai chegar.
Inez Alvarez

e é isso moça bonita
até mesmo
o amor-perfeito
um dia despetala.


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Livro sem cheiro não é livro.
Mesmo novo em folha tem que lembrar, nem que seja vagamente, uma mulher que se amou muito.
Se for livro velho, comprado no sebo, tem que cheirar a pó-de-arroz, patchouli, suores antigos e à mesma mulher que se amou muito, agora num apartamento azul com o quarto iluminado só pela luz difusa de um abajur lilás.

O objetivo de qualquer livro, mesmo aquele estalando de novo, pouco importa suas qualidades literárias, é esse: ficar, lá na estante, fazendo companhia à gente, ao lado de seus velhos amigos, outros livros, com eles conversando e lembrando, em silêncio, amores passados.
Todos prontos para conosco relembrarmos tudo, comovidos como o quê.

Experimente fazer isso com um livro eletrônico.


Do livro eletrônico - Ivan Lessa

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