quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Desencontro




dói tanto

Janelas que se abrem
para o desconhecido.

E o desconhecido
nos causa medo.

Olhamos através de suas frestas
e não temos coragem
para olhar um pouco mais além.

Restringimos nossas vidas
até onde o nosso olhar alcança.

E como é curto,
como é pequeno este espaço...

Pelas frestas destas janelas,
vislumbramos somente
um pequeno pedaço da vida.

O medo
de novos conhecimentos,
das modificações,
o medo de que,
ao vislumbrarmos um pouco além,
não consigamos mais aceitar
nossas verdades,
faz com que
não tenhamos coragem
para abrir de "par em par"
as janelas de nossa alma
e permitir que por elas
entre a luz.

Nosso egoísmo,
nosso comodismo,
nossa estagnação mental
não permitem que façamos
um gesto sequer
em sua direção
e as escancaremos.

Não permitem
que as abramos totalmente
e olhemos para o mundo
com coragem e força,
sabendo que tudo
que à nossa frente se descortina
provocará uma revolução interior.

Sempre achamos
não estar preparados....

Mas o que é não estar preparado?
É passar a vida na inércia?
É passar a vida à espera?
É passar a vida na janela?

Temos medo
de que o mundo nos ataque,
mas não, o mundo não nos ferirá,
ele não precisa fazê-lo,
pois nós mesmos
nos encarregamos disso
quando paramos no tempo.

É só dar o primeiro passo,
depois outro e mais outro.

Abra os olhos.
Pronto!

Você já chegou
até o ponto necessário
para abrir-se por completo.

Pelas janelas da sua alma,
a luz já adentra com mais força,
sem precisar infiltrar-se somente
por entre as frestas.

Mais um pouco e as janelas
já se encontraram abertas.
Com mais um pouco de coragem
abrirá também as portas de sua alma
para que, então, compreenda a vida.

~Beleza no olhar ~Marcella Brum

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'A tua lembrança
me dói tanto,
eu canto pra ver
se espanto esse mal,

Mas só sei dizer
um verso banal.
Fala em voce,
canta voce,
é sempre igual...

Sobrou desse
nosso desencontro
um conto de amor,
sem ponto final...

Retrato sem cor
jogado aos meus pés...

E saudades fúteis,
saudades frágeis,
meros papéis.

Quem dera saber,
se ainda és a mesma,
se cortou os cabelos,
rasgou o que é meu...

Se ainda tem saudade,
e sofres como eu,
ou tudo já passou,

Já tens um novo amor,
já me esqueceu...



É isso?

½ beijo sabor de ainda uma saudade
por que de certo já me esqueceu

aNTONIocARLos
2°1°

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